deslizam e retornam
como o sopro leve
sobre os veles
adormecidos.
Canta o vento,
em secreta sintonia,
tecendo harmonias invisíveis
no azul profundo do céu.
No vale, a beleza repousa
como um segredo ancestral.
O céu se ergue em silencio,
e o sol, em gesto íntimo
de amor, beija a face da terra.
Quanta vida irrompe,
latente, luminosa.
Contemplam meus olhos
este instante magico,
quase sagrado.
— Tiago Amaral

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