residem aqui,
como orquídeas mortas,
como folhas rendidas
ao vento.
Como flores tardias
de primavera,
um fim triste
que não souber morrer.
— Onde está?
perguntou a mulher.
Era o lago diante de mim.
E meus olhos, dispersos,
se afogavam no horizonte.
Pássaros riscavam o céu,
em direção a um azul
que não me cabia.
E o lago, pálido,
ardia em azul
sob o sol amarelado.
Uma casa à beira d’água,
silenciosa,
como um corpo vazio.
E ali, no seu interior,
as lembranças
repousavam,
intactas,
como se nunca
tivesse vivido.
— Tiago Amaral

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