sexta-feira, 17 de abril de 2026

Passagem

Quantas tardes,
rosas dispersas,
se desfazem no ar.
Folhas mortas,
ao sopro de um
vento que não cessa.

Onde estás?
Que é isto que agora
comtemplo?
Olhos, abismos lúcidos,
atravessando-me a alma.

Quem és tu?
Ó anjo, ó fulgor.
Passas, não tardas,
e ainda assim levaste
meu coração contigo.

Devolve-me,
não o coração,
mas a luz,
essa vertigem clara
da tua glória.

— Tiago Amaral



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