terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Sobre Águas do Mar

Como folhas
ao vento,
pássaros
que cruzam
a linha do
horizonte.

A cintilância
das estrelas
sobre as
águas do mar...
Sob a luz
plena do
luar.

Mil estrelas
refletidas
e o coração
que pulsa
e ousa
a sonhar.

Cantos de
sereias,
castelos
de areia,
a luz da lua
a dançar
sobre as águas
do mar.

— Tiago Amaral










Céu de Estrelas

Ao longe,
a cidade cintila
como o céu
noturno.

Descansa
esta noite
sob o manto
estrelado.

Enquanto
as estrelas
dançam na
imensidão
do espaço.

Nada é mais
belo, intenso
e mais bonito
que o infinito.

Apenas as
estelas
a refletidas
em teu olhar.

— Tiago Amaral



quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Ondas Solitárias

Ondas
solitárias.
Parece
que o sol
se pôs
mais cedo.

Hoje choveu
pela manhã.
Como às vezes
sempre chovia.

Memórias
como folhas
e rosas
molhadas
pelo temporal.

Redemoinho
em espiral.
Os cães sobre
o jornal
de antes de ontem. – Tiago Amaral



terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Matilhas do Tempo

Pequenos
lírios.
Folhas mortas
acompanham
o uivo da
ventania.

Como matilhas
de lobos
a atravessar
o tempo
e o próprio
vento.

Rascunhos
empoeirados.
Velhas
fotografias.
Antigas
memórias.

O sol nesse
entardecer.
E a lembrança
que permeia
o jardim. – Tiago Amaral



segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Como Pássaros

Os pássaros
voam nessa
manhã sombria
enquanto os
olhos se perdem
no horizonte.

Os corvos,
parados,
em meio à
colheita.
E na cozinha,
o vapor do
café sobre
a mesa.

O contraste
que se perde
nas nuvens
do amanhecer.
E entre livros
e mobílias.

E os pensamentos
que duram até
o entardecer.
E entre a solidão
e o coração.
Memórias são
como pássaros. – Tiago Amaral



quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Entre Estrelas

Estrelas em
silêncios
em noites de
luar.

Os olhos que
refletem a terra.
A natureza
dos lobos.
O xamã sobre
as pedras.

O caminho
conduz o
homem.
Constelações,
plêiades.

Rumo ao
infinito.
Almas
pulsantes.
Nada mais
bonito. – Tiago Amaral







sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Castelos de Areia

Como o sol
que se põe,
castelos de
areia são
abandonados.
 
A praia nunca
esteve tão
solitária,
o horizonte
nunca esteve
tão triste.
 
Lembranças
circulam
como plumas
ao vento.
O teu jardim
repousa sob
o sol da tarde.
 
Entre raios
solares,
olhares,
e o fogo da
alma que
ainda queima. – Tiago Amaral