terça-feira, 31 de março de 2026

O Navio

Ao longe,
longe da terra.
Ilhas sob o azul
e águas do mar.

Quanto tempo navegamos,
capitão,
sob céu de estrelas
e frieza do oceano?

Sobre mares noturnos,
sob tambores da tormenta,
ainda navegamos.

Que saudade
anseia e dorme
no peito
desde a partida sofrida da
despedida
de minha esposa
e meu filho.

— Tiago Amaral



sábado, 28 de fevereiro de 2026

Tarde Chuvosa

Lagrimas
que se perdem
na chuva.
O dia hoje
amanheceu
assim.

Quanto
tempo já
passou?
Dia sombrio,
tempos
de chuva.

Solidão
marinha no
silencio
das ondas
mar.

Um olhar
que se perde
em meio
ao temporal.

— Tiago Amaral




terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Sobre Águas do Mar

Como folhas
ao vento,
pássaros
que cruzam
a linha do
horizonte.

A cintilância
das estrelas
sobre as
águas do mar...
Sob a luz
plena do
luar.

Mil estrelas
refletidas
e o coração
que pulsa
e ousa
a sonhar.

Cantos de
sereias,
castelos
de areia,
a luz da lua
a dançar
sobre as águas
do mar.

— Tiago Amaral










Céu de Estrelas

Ao longe,
a cidade cintila
como o céu
noturno.

Descansa
esta noite
sob o manto
estrelado.

Enquanto
as estrelas
dançam na
imensidão
do espaço.

Nada é mais
belo, intenso
e mais bonito
que o infinito.

Apenas as
estelas
a refletidas
em teu olhar.

— Tiago Amaral



quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Ondas Solitárias

Ondas
solitárias.
Parece
que o sol
se pôs
mais cedo.

Hoje choveu
pela manhã.
Como às vezes
sempre chovia.

Memórias
como folhas
e rosas
molhadas
pelo temporal.

Redemoinho
em espiral.
Os cães sobre
o jornal
de antes de ontem. – Tiago Amaral



terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Matilhas do Tempo

Pequenos
lírios.
Folhas mortas
acompanham
o uivo da
ventania.

Como matilhas
de lobos
a atravessar
o tempo
e o próprio
vento.

Rascunhos
empoeirados.
Velhas
fotografias.
Antigas
memórias.

O sol nesse
entardecer.
E a lembrança
que permeia
o jardim. – Tiago Amaral



segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Como Pássaros

Os pássaros
voam nessa
manhã sombria
enquanto os
olhos se perdem
no horizonte.

Os corvos,
parados,
em meio à
colheita.
E na cozinha,
o vapor do
café sobre
a mesa.

O contraste
que se perde
nas nuvens
do amanhecer.
E entre livros
e mobílias.

E os pensamentos
que duram até
o entardecer.
E entre a solidão
e o coração.
Memórias são
como pássaros. – Tiago Amaral