E depois que o tempo vai,
o tempo vem.
O dia segue nublado.
O tempo já passou.
Tudo já passou.
Mas como foi tão triste.
Memórias que se perdem
sob a tarde fria,
entre os dias que ficaram
e aqueles que nunca mais voltarão.
E então chega o temporal.
A chuva cai
sobre o silêncio das flores,
molhando as lembranças
que ainda insistem em permanecer.
E eu te vejo ao longe,
tão bonita,
quase como uma lembrança
que o tempo não conseguiu apagar.
Tiago Amaral Letras
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
domingo, 14 de junho de 2026
Memórias de Outono
Folhas ao vento.
Quanto tempo.
Saudades de tantos momentos
que resistem ao tempo.
Ruas e lugares,
sob o azul do céu,
sob o brilho das estrelas.
Quantas lembranças
ainda restam.
E que minha memória
ainda guardou.
Flores sob a fina
chuva de outono.
Filmes que assisti,
livros que li,
o que passava na TV.
Minha mãe na cozinha.
Cheiro de comida.
Quanta saudade
de tudo o que vivi.
Quanto tempo.
Saudades de tantos momentos
que resistem ao tempo.
Ruas e lugares,
sob o azul do céu,
sob o brilho das estrelas.
Quantas lembranças
ainda restam.
E que minha memória
ainda guardou.
Flores sob a fina
chuva de outono.
Filmes que assisti,
livros que li,
o que passava na TV.
Minha mãe na cozinha.
Cheiro de comida.
Quanta saudade
de tudo o que vivi.
— Tiago Amaral
segunda-feira, 11 de maio de 2026
Caixa de Recordações
Quantas flores resistem aqui,
imóveis no silêncio,
e quanta saudade
criou raízes nesse mesmo lugar.
O tempo se fecha, denso,
e a chuva principia sua queda
como um sussurro místico e
ancestral.
Memorias repentinas
irrompem ao toque
do vento frio,
uma sutileza suspensa
paira no ar, como folhas
de outono ao vento.
Tudo conduz minha mente
ao delírio de um sonho:
gaivotas riscam o céu
sobre a extensão da minha solidão.
Uma pequena caixa
de recordações,
e o tempo escorre,
incessante,
por entre os dedos do agora.
— Tiago Amaral
imóveis no silêncio,
e quanta saudade
criou raízes nesse mesmo lugar.
O tempo se fecha, denso,
e a chuva principia sua queda
como um sussurro místico e
ancestral.
Memorias repentinas
irrompem ao toque
do vento frio,
uma sutileza suspensa
paira no ar, como folhas
de outono ao vento.
Tudo conduz minha mente
ao delírio de um sonho:
gaivotas riscam o céu
sobre a extensão da minha solidão.
Uma pequena caixa
de recordações,
e o tempo escorre,
incessante,
por entre os dedos do agora.
— Tiago Amaral
terça-feira, 21 de abril de 2026
O Lago
Quantas lembranças
residem aqui,
como orquídeas mortas,
como folhas rendidas
ao vento.
Como flores tardias
de primavera,
um fim triste
que não souber morrer.
— Onde está?
perguntou a mulher.
Era o lago diante de mim.
E meus olhos, dispersos,
se afogavam no horizonte.
Pássaros riscavam o céu,
em direção a um azul
que não me cabia.
E o lago, pálido,
ardia em azul
sob o sol amarelado.
Uma casa à beira d’água,
silenciosa,
como um corpo vazio.
E ali, no seu interior,
as lembranças
repousavam,
intactas,
como se nunca
tivesse vivido.
— Tiago Amaral
residem aqui,
como orquídeas mortas,
como folhas rendidas
ao vento.
Como flores tardias
de primavera,
um fim triste
que não souber morrer.
— Onde está?
perguntou a mulher.
Era o lago diante de mim.
E meus olhos, dispersos,
se afogavam no horizonte.
Pássaros riscavam o céu,
em direção a um azul
que não me cabia.
E o lago, pálido,
ardia em azul
sob o sol amarelado.
Uma casa à beira d’água,
silenciosa,
como um corpo vazio.
E ali, no seu interior,
as lembranças
repousavam,
intactas,
como se nunca
tivesse vivido.
— Tiago Amaral
sexta-feira, 17 de abril de 2026
Passagem
Quantas tardes,
rosas dispersas,
se desfazem no ar.
Folhas mortas,
ao sopro de um
vento que não cessa.
Onde estás?
Que é isto que agora
comtemplo?
Olhos, abismos lúcidos,
atravessando-me a alma.
Quem és tu?
Ó anjo, ó fulgor.
Passas, não tardas,
e ainda assim levaste
meu coração contigo.
Devolve-me,
não o coração,
mas a luz,
essa vertigem clara
da tua glória.
— Tiago Amaral
rosas dispersas,
se desfazem no ar.
Folhas mortas,
ao sopro de um
vento que não cessa.
Onde estás?
Que é isto que agora
comtemplo?
Olhos, abismos lúcidos,
atravessando-me a alma.
Quem és tu?
Ó anjo, ó fulgor.
Passas, não tardas,
e ainda assim levaste
meu coração contigo.
Devolve-me,
não o coração,
mas a luz,
essa vertigem clara
da tua glória.
— Tiago Amaral
Efêmera Aparição
Oh, tristeza,
que estranho
encantamento vi
nascer entre as
amoras silvestres.
A vida, tão breve,
já se despedia no sopro
do instante.
Havia ternura nos olhos,
uma luz quase irreal na
face, como se o mundo
ali se rendesse por um
segundo.
Criatura leve,
desarmada no jardim,
entre flores que não
sabiam do fim, e ainda
assim, ela se extinguiu.
Perdia-a.
Doce aparição,
tão súbita, quanto
ausente, rogo que um
dia retorne, não
como antes, mas como
chama que consome.
Então, enfim,
poderei morrer de amor,
como um insensato
nos braços do impossível.
— Tiago Amaral
que estranho
encantamento vi
nascer entre as
amoras silvestres.
A vida, tão breve,
já se despedia no sopro
do instante.
Havia ternura nos olhos,
uma luz quase irreal na
face, como se o mundo
ali se rendesse por um
segundo.
Criatura leve,
desarmada no jardim,
entre flores que não
sabiam do fim, e ainda
assim, ela se extinguiu.
Perdia-a.
Doce aparição,
tão súbita, quanto
ausente, rogo que um
dia retorne, não
como antes, mas como
chama que consome.
Então, enfim,
poderei morrer de amor,
como um insensato
nos braços do impossível.
— Tiago Amaral
quinta-feira, 9 de abril de 2026
O Jardim
O Jardim
Esvai-se o dia,
chega o fim da tarde.
Recai o sol
sobre o horizonte.
É o jardim,
na tarde,
a se extinguir:
flores que se fecham.
O sol se despede,
como quem, aquém,
de saudade,
suspira.
Anseia o fim do dia
pela aurora das manhãs.
E o sol retorna,
adentra a janela
que se abre.
São os pássaros
que cantam.
São as flores
que despertam.
É o jardim
que volta a florir.
Esvai-se o dia,
chega o fim da tarde.
Recai o sol
sobre o horizonte.
É o jardim,
na tarde,
a se extinguir:
flores que se fecham.
O sol se despede,
como quem, aquém,
de saudade,
suspira.
Anseia o fim do dia
pela aurora das manhãs.
E o sol retorna,
adentra a janela
que se abre.
São os pássaros
que cantam.
São as flores
que despertam.
É o jardim
que volta a florir.
— Tiago Amaral
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