quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Orquídeas Negras

A linha do
horizonte.
O mar solitário
sob o temporal.
O jardim
amanheceu
tão triste.
 
Orquídeas
negras onde
os anjos se
reencontram,
enquanto a
chuva cai.
 
E as ondas do
mar, mesmo
inquietas,
ainda permite
a sonhar.
 
Como flores
da primavera.
Chuva de verão
no fim da tarde.
O arco-íris pela
manhã.
  
— Tiago Amaral



terça-feira, 8 de setembro de 2026

Folhas Secas

Folhas secas
sobre o chão.

E os girassóis,
sob os raios do sol,

guardando memórias
que ainda me levam
para algum lugar.

Fotografias
que ainda me trazem
lembranças

do tempo
em que eu era criança.

Um olhar
sob a chuva.

O horizonte
traçado sobre o oceano,
enquanto as ondas
se desfazem
à beira da praia.

Quantas tardes
já se foram
desde então.

Quanta saudade
ainda chega,

como um trem
que retorna à estação.

— Tiago Amaral



quarta-feira, 26 de agosto de 2026

 Introdução

Vivemos em um mundo onde a civilização parece sólida, permanente e inabalável. Mas basta um único acontecimento para transformar cidades vibrantes em ruínas silenciosas e fazer com que tudo aquilo que conhecemos desapareça.

Pandemia: Vírus Mortal é um conto de ficção pós-apocalíptica que acompanha Sam e sua filha Kate em uma jornada de sobrevivência por um planeta devastado por um vírus letal. Enquanto a humanidade entra em colapso, a natureza começa a recuperar o espaço que lhe foi tomado, revelando um mundo tão belo quanto assustador.

Mais do que uma história sobre uma pandemia, este conto fala sobre esperança, perda, família e a capacidade humana de continuar seguindo em frente mesmo quando tudo parece perdido.

Espero que esta leitura desperte sua imaginação e o transporte para esse mundo de estradas vazias, cidades silenciosas e novos recomeços.

Boa leitura!

Tiago Amaral 

Índice

1.      O Refúgio

2.      O Mundo em Colapso

3.      O Posto de Gasolina

4.      A Casa Abandonada

5.      A Decisão

6.      Evelyn Desperta

7.      A Estrada e o Puma

8.      A Carta

9.      Natalie e as Gêmeas

10.  O Rancho

11.  O Reencontro

12.  O Jardim

13.  A Nova Vida

14.  O Mercado

15.  Anos Depois

Pandemia: Vírus Mortal

— Papai, como está o dia lá fora? — perguntou a garotinha, enquanto seu pai observava o horizonte cinzento pela porta da velha casa de campo onde haviam se refugiado, buscando apenas sobreviver.

O lugar estava vazio, abandonado, como tantos outros que haviam encontrado ao longo do caminho. Era um refúgio temporário, nada mais.

O céu, carregado de nuvens pesadas, parecia refletir o estado do mundo. Sam suspirou antes de responder:

— Está nublado, querida. Apenas nublado.

Ele sabia que não era apenas o clima que pesava. A devastação era visível por todos os lados: cidades desertas, campos silenciosos e florestas onde os únicos sons vinham de animais cautelosos que começavam a retomar o que um dia lhes pertencera.

— Vamos apenas tentar sobreviver — disse ele, a voz carregada de um misto de determinação e desespero.

O mundo não era mais o mesmo. O que acontecera fora rápido demais, tão súbito que as pessoas não tiveram tempo de reagir. A pandemia não apenas varrera a humanidade: ela a reduzira a sombras do que fora. Nunca antes a civilização havia enfrentado algo tão letal, tão implacável.

Apenas os poucos imunes sobreviveram. E, mesmo para eles, sobreviver se tornara um desafio constante.

Aos poucos, o mundo começou a decair. Homens passaram a se alimentar uns dos outros e, com o número crescente de mortes, a sociedade entrou em colapso total, levando o planeta a um declínio global. O pânico se espalhou rapidamente, enquanto o número de vítimas aumentava de forma aterrorizante.

Os hospitais estavam sobrecarregados e os cemitérios, insuficientes. Com o acúmulo de corpos, foi necessário incinerá-los ao ar livre, em plena luz do dia.

Em um mundo assim, apenas os fortes tinham chances reais de sobreviver: aqueles com brutalidade suficiente para pilhar, lutar e garantir a própria vida. Homens comuns foram esmagados no caos. Poucos, como Sam e Kate, tiveram a sorte de permanecer imunes ao vírus.

A origem da pandemia remontava à Ásia, onde o Helios-19 começara a se espalhar com velocidade assustadora. Logo, os aeroportos do mundo se tornaram as principais vias de contágio, e o vírus se disseminou por todos os continentes, causando doenças graves e uma morte quase certa para aqueles que o contraíam.

Quem não sucumbisse diretamente à infecção muitas vezes morria dias depois, vítima de sequelas devastadoras. O fim chegava, às vezes, antes de uma semana. Curiosamente, os animais — até mesmo os domésticos, como cães e gatos — eram imunes ao vírus.

Com o colapso das instituições e a desintegração dos governos em vários países, a ordem social desmoronou por completo. Os sistemas de saúde, já fragilizados, não conseguiram lidar com a sobrecarga de doentes e mortos. A segurança pública foi drasticamente reduzida, o que levou a uma escalada sem precedentes do caos social. Sem leis e sem ordem, o mundo mergulhou em saques, violência e uma luta desesperada pela sobrevivência.

A desconfiança se espalhou mais rápido que o próprio vírus. Em uma sociedade sem leis, a paranoia tornou-se regra e a confiança, uma moeda rara. A reversão tecnológica foi inevitável. Com a ausência de pessoas para operar e manter as tecnologias, muitas regiões retornaram a um modo de vida primitivo, onde a agricultura de subsistência se tornou essencial.

Satélites, redes de comunicação e energia elétrica foram gradualmente abandonados. Aqueles que ainda possuíam acesso a tais recursos tornaram-se os novos privilegiados, controlando pequenos territórios e gerenciando sistemas essenciais para a sobrevivência.

Com o colapso humano, a natureza encontrou sua oportunidade de regeneração. A fauna e a flora começaram a tomar de volta o que lhes havia sido roubado. Florestas invadiram as grandes cidades abandonadas, e espécies antes ameaçadas de extinção encontraram novos caminhos para prosperar.

Para as gerações que nascessem após a pandemia, o mundo seria irreconhecível. Elas ouviriam histórias de um passado distante, onde existiam máquinas inteligentes, veículos que voavam e tecnologias capazes de conectar pessoas ao redor do globo. Esse passado, no entanto, seria visto como conhecimento perdido, uma era de maravilhas que desaparecera com o colapso.

A escassez de recursos levou ao surgimento de conflitos entre grupos. As comunidades tentavam restabelecer uma ordem primitiva, criando regras rígidas para conter o caos. Em um mundo assim, a sobrevivência se tornava uma luta constante. Carros abandonados tomavam as estradas, e casas vazias eram testemunhas silenciosas de um mundo que já não existia. Alguns, em desespero, recorreram ao suicídio como última tentativa de escapar do caos ou do medo da contaminação.

O Helios-19, o mais mortal vírus já registrado, causava perda de apetite, enfraquecimento, perda de peso, vermelhidão nos olhos, tosse sanguinolenta, hemorragias internas, dores generalizadas, febre e, raramente, sobreviventes. Aqueles que resistiam inicialmente à infecção desenvolviam sequelas devastadoras, mergulhando na demência antes de morrer em questão de dias.

Enquanto os humanos se viam perdidos, os animais permaneciam imunes. A natureza renascia, restaurando-se enquanto a humanidade afundava. Quando chovia, o clima se tornava ainda mais sombrio, com ruas desertas e construções vazias. O cenário apocalíptico causado pelo Helios-19 era aterrador. Não era surpresa que tantos recorressem ao suicídio diante da transmissão avassaladora do vírus mortal.

Para aqueles que perderam entes queridos ou testemunharam a destruição de suas cidades, a dor era insuportável. O mundo, como era conhecido, já não existia mais. Os corpos, restos de uma civilização que se desfizera, estavam espalhados por onde quer que se olhasse.

Tudo indicava que o vírus havia surgido na Ásia e fora criado em laboratório. Por algum erro ou negligência, ele se espalhara fora de controle, tomando proporções devastadoras. Em poucos dias, a Ásia foi tomada pelo vírus. O contágio se espalhou rapidamente, e o mundo inteiro foi afetado. O voo 715, que caíra no Pacífico, tornou-se um trágico símbolo desse avanço incontrolável.

A bordo do voo 715, os passageiros viveram um verdadeiro inferno:

— Nós vamos morrer! — gritou um passageiro.

— Eu não quero morrer! Não assim! — disse outro.

O desespero tomou conta da aeronave quando o piloto, já contaminado, apresentou sintomas como tosse sanguinolenta, delírios e perda de coordenação. Incapaz de controlar a aeronave, o piloto perdeu o controle e o avião mergulhou em uma queda fatal, causando a morte de todos a bordo.

O voo 715 foi um aviso sombrio: o Helios-19 se espalhava mais rápido do que qualquer um poderia conter.

Enquanto Kate dormia no banco de trás do carro, Sam observava a decadência do mundo ao seu redor. Os arranha-céus, agora imersos em uma escuridão total sob o brilho das estrelas, eram um lembrete inquietante de um tempo que já não existia mais.

Sam, com Kate ao seu lado, encontrou uma casa abandonada à beira da estrada. Era ali que ele procuraria abrigo e mantimentos, na esperança de resistir a mais um dia em um mundo em ruínas.

Leia um trecho de Pandemia: Vírus Mortal abaixo. Para continuar a história, adquira o e-book na Amazon:  

À Espera da Chuva

Espero que a
chuva chegue.

A tarde, hoje,
nublada.

O tempo é
como as
andorinhas:

uma antiga
fotografia,
lembranças
repentinas.

Memórias são
como folhas
secas
em uma tarde
de outono.

Enquanto a chuva
começa a cair,
tão solitária
quanto as ondas
do mar,

sob a tarde
fria de inverno.

Os anos passaram.
E quanto tempo
já se foi...

Há anos
que ficaram
para trás,
e que jamais
voltarão. 

— Tiago Amaral


quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Em Meio Ao Temporal

E depois que o tempo vai,

o tempo vem.
O dia segue nublado.

O tempo já passou.
Tudo já passou.
Mas como foi tão triste.

Memórias que se perdem
sob a tarde fria,
entre os dias que ficaram
e aqueles que nunca mais voltarão.

E então chega o temporal.

A chuva cai
sobre o silêncio das flores,
molhando as lembranças
que ainda insistem em permanecer.

E eu te vejo ao longe,
tão bonita,
quase como uma lembrança
que o tempo não conseguiu apagar.


— Tiago Amaral




domingo, 14 de junho de 2026

Memórias de Outono

Folhas ao vento.

Quanto tempo.

Saudades de tantos momentos
que resistem ao tempo.

Ruas e lugares,
sob o azul do céu,
sob o brilho das estrelas.

Quantas lembranças
ainda restam.

E que minha memória
ainda guardou.

Flores sob a fina
chuva de outono.

Filmes que assisti,
livros que li,
o que passava na TV.

Minha mãe na cozinha.

Cheiro de comida.

Quanta saudade
de tudo o que vivi. 

— Tiago Amaral



segunda-feira, 11 de maio de 2026

Caixa de Recordações

Quantas flores resistem aqui,
imóveis no silêncio, 
e quanta saudade
criou raízes nesse mesmo lugar.

O tempo se fecha, denso,
e a chuva principia sua queda
como um sussurro místico e
ancestral. 

Memorias repentinas
irrompem ao toque
do vento frio,
uma sutileza suspensa
paira no ar, como folhas
de outono ao vento.

Tudo conduz minha mente
ao delírio de um sonho:
gaivotas riscam o céu
sobre a extensão da minha solidão.

Uma pequena caixa 
de recordações,
e o tempo escorre,
incessante,
por entre os dedos do agora.

— Tiago Amaral





terça-feira, 21 de abril de 2026

O Lago

Quantas lembranças
residem aqui,
como orquídeas mortas,
como folhas rendidas
ao vento.

Como flores tardias
de primavera,
um fim triste
que não souber morrer.

— Onde está?
perguntou a mulher.

Era o lago diante de mim.
E meus olhos, dispersos,
se afogavam no horizonte.

Pássaros riscavam o céu,
em direção a um azul
que não me cabia.

E o lago, pálido,
ardia em azul
sob o sol amarelado.

Uma casa à beira d’água,
silenciosa,
como um corpo vazio.

E ali, no seu interior,
as lembranças
repousavam,
intactas,
como se nunca
tivesse vivido.

— Tiago Amaral




sexta-feira, 17 de abril de 2026

Passagem

Quantas tardes,
rosas dispersas,
se desfazem no ar.
Folhas mortas,
ao sopro de um
vento que não cessa.

Onde estás?
Que é isto que agora
comtemplo?
Olhos, abismos lúcidos,
atravessando-me a alma.

Quem és tu?
Ó anjo, ó fulgor.
Passas, não tardas,
e ainda assim levaste
meu coração contigo.

Devolve-me,
não o coração,
mas a luz,
essa vertigem clara
da tua glória.

— Tiago Amaral



Efêmera Aparição

Oh, tristeza,
que estranho
encantamento vi
nascer entre as
amoras silvestres.

A vida, tão breve,
já se despedia no sopro
do instante.

Havia ternura nos olhos,
uma luz quase irreal na
face, como se o mundo
ali se rendesse por um
segundo.

Criatura leve,
desarmada no jardim,
entre flores que não
sabiam do fim, e ainda
assim, ela se extinguiu.

Perdia-a.

Doce aparição,
tão súbita, quanto
ausente, rogo que um
dia retorne, não
como antes, mas como
chama que consome.

Então, enfim,
poderei morrer de amor,
como um insensato
nos braços do impossível.

— Tiago Amaral




quinta-feira, 9 de abril de 2026

O Jardim

O Jardim

Esvai-se o dia,
chega o fim da tarde.
Recai o sol
sobre o horizonte.

É o jardim,
na tarde,
a se extinguir:
flores que se fecham.

O sol se despede,
como quem, aquém,
de saudade,
suspira.

Anseia o fim do dia
pela aurora das manhãs.
E o sol retorna,
adentra a janela
que se abre.

São os pássaros
que cantam.
São as flores
que despertam.
É o jardim
que volta a florir.

— Tiago Amaral



quarta-feira, 8 de abril de 2026

Entre Fotografias e Silêncio

Nas fotografias,
o seu retrato.
Memórias repentinas
invadem os pensamentos.
Será que eles não entendem?

Na escola, entre as aulas
de matemática e a hora
do recreio, nada me distrai.
A cidade hoje amanheceu
tão fria, só para me lembrar.

Na escola, seu lugar ainda
se encontra vazio.
E em meu coração
jamais esteve vazio.
Suas lembranças ainda
são frescas em meus pensamentos.

Nessas horas, o coração
bate mais forte.
A distância se torna curta
e parece que o tempo passa
mais devagar, e sinto você.

Sua opinião nunca foi
importante para seu pai.
Nada era mais importante
que o trabalho dele,
que te levou embora daqui.

E nada mais é igual sem você.
Sua antiga casa ainda vazia,
tudo tão recente que ainda
aperta o meu coração.
Na solidão do quarto,
penso em você.

Por favor, meu amor, me espere,
o tempo transcorre rápido.
Falta tão pouco tempo, então
seremos adultos.
Me guarde como antigas
fotografias,
como aquilo de mais
precioso, pois também
não sei viver sem você.

— Tiago Amaral



segunda-feira, 6 de abril de 2026

Chuva

Chuva

A tarde escurece,
é o céu, lento, a se fechar,
como pálpebra cansada
que há muito não dorme.

Do café, o vapor
quente sobe em espirais
breves, fantasma morno
contra o frio do ar.

E então a chuva
começa a cair.
E o silêncio da tarde
a se esvair,
dissolvendo-se em gotas
que escorrem pelos
cantos do tempo.

Recordo livros
que ainda não li,
páginas intactas
como promessas
adiadas de um
amor perdido.

E a chuva prossegue,
fluida, incessante:

sobre o verde vivo das folhas,
sobre as poças que refletem
o azul do céu,
sobre o teto da casa,
sobre minha alma, que
a aguarda.

É o céu que chora,
é a chuva que cai.
É seu pranto
que silencia a
tarde a se extinguir.

— Tiago Amaral




domingo, 5 de abril de 2026

Vale

Ó estações,
deslizam e retornam
como o sopro leve
sobre os veles
adormecidos.

Canta o vento,
em secreta sintonia,
tecendo harmonias invisíveis
no azul profundo do céu.

No vale, a beleza repousa
como um segredo ancestral.
O céu se ergue em silencio,
e o sol, em gesto íntimo
de amor, beija a face da terra.

Quanta vida irrompe,
latente, luminosa.
Contemplam meus olhos
este instante magico,
quase sagrado.


— Tiago Amaral





sábado, 4 de abril de 2026

Ninfa

Uma fada,
a encantar
a natureza?
És a mais bela
que vi.
Criatura gentil,
habitavas
o bosque.

Ou serias, talvez,
uma ninfa,
a mais pura
das ninfas?
Onde estás agora,
doce presença?

É por ti
que minha alma
anseia,
em sonhos
que ardem
em febre;
e o bosque
perde a vida
quando tua ausência
o silencia.

Nos olhos,
trago a esperança
de, um dia,
tornar a ver-te,
ó visão fugidia.

E que eu possa,
ao menos,
contemplar-te,
meu céu,
antes que a morte
me leve.

Sem amar-te,
morrendo, enfim,
no amor
que não vivi.

— Tiago Amaral



sexta-feira, 3 de abril de 2026

Anjo

Anjo que
ao solo desce,
e, no pó do 
mundo, pisa.

Nunca vi
face mais bela,
nem olhos
de tão doce 
abismo.

No jardim,
secreto, te procuro,
flor sem nome.
Procuro
essa forma
quase divina,
quase sonho.

Onde estás, anjo?
Por que tardas?
Não surges
para, em teu encanto,
cativar-me os olhos
e inundar de luz
meu coração?

— Tiago Amaral



terça-feira, 31 de março de 2026

O Navio

Ao longe,
longe da terra.
Ilhas sob o azul
e águas do mar.

Quanto tempo navegamos,
capitão,
sob céu de estrelas
e frieza do oceano?

Sobre mares noturnos,
sob tambores da tormenta,
ainda navegamos.

Que saudade
anseia e dorme
no peito
desde a partida sofrida da
despedida
de minha esposa
e meu filho.

— Tiago Amaral



sábado, 28 de fevereiro de 2026

Tarde Chuvosa

Lagrimas
que se perdem
na chuva.
O dia hoje
amanheceu
assim.

Quanto
tempo já
passou?
Dia sombrio,
tempos
de chuva.

Solidão
marinha no
silencio
das ondas
mar.

Um olhar
que se perde
em meio
ao temporal.

— Tiago Amaral




terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Sobre Águas do Mar

Como folhas
ao vento,
pássaros
que cruzam
a linha do
horizonte.

A cintilância
das estrelas
sobre as
águas do mar...
Sob a luz
plena do
luar.

Mil estrelas
refletidas
e o coração
que pulsa
e ousa
a sonhar.

Cantos de
sereias,
castelos
de areia,
a luz da lua
a dançar
sobre as águas
do mar.

— Tiago Amaral










Céu de Estrelas

Ao longe,
a cidade cintila
como o céu
noturno.

Descansa
esta noite
sob o manto
estrelado.

Enquanto
as estrelas
dançam na
imensidão
do espaço.

Nada é mais
belo, intenso
e mais bonito
que o infinito.

Apenas as
estelas
a refletidas
em teu olhar.

— Tiago Amaral



quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Ondas Solitárias

Ondas
solitárias.
Parece
que o sol
se pôs
mais cedo.

Hoje choveu
pela manhã.
Como às vezes
sempre chovia.

Memórias
como folhas
e rosas
molhadas
pelo temporal.

Redemoinho
em espiral.
Os cães sobre
o jornal
de antes de ontem. – Tiago Amaral



terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Matilhas do Tempo

Pequenos
lírios.
Folhas mortas
acompanham
o uivo da
ventania.

Como matilhas
de lobos
a atravessar
o tempo
e o próprio
vento.

Rascunhos
empoeirados.
Velhas
fotografias.
Antigas
memórias.

O sol nesse
entardecer.
E a lembrança
que permeia
o jardim. – Tiago Amaral