imóveis no silêncio,
e quanta saudade
criou raízes nesse mesmo lugar.
O tempo se fecha, denso,
e a chuva principia sua queda
como um sussurro místico e
ancestral.
Memorias repentinas
irrompem ao toque
do vento frio,
uma sutileza suspensa
paira no ar, como folhas
de outono ao vento.
Tudo conduz minha mente
ao delírio de um sonho:
gaivotas riscam o céu
sobre a extensão da minha solidão.
Uma pequena caixa
de recordações,
e o tempo escorre,
incessante,
por entre os dedos do agora.
— Tiago Amaral
