sexta-feira, 3 de abril de 2026

Anjo

Anjo que
ao solo desce,
e, no pó do 
mundo, pisa.

Nunca vi
face mais bela,
nem olhos
de tão doce 
abismo.

No jardim,
secreto, te procuro,
flor sem nome.
Procuro
essa forma
quase divina,
quase sonho.

Onde estás, anjo?
Por que tardas?
Não surges
para, em teu encanto,
cativar-me os olhos
e inundar de luz
meu coração?

— Tiago Amaral



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