Uma fada,
a encantar
a natureza?
És a mais bela
que vi.
Criatura gentil,
habitavas
o bosque.
Ou serias, talvez,
uma ninfa,
a mais pura
das ninfas?
Onde estás agora,
doce presença?
É por ti
que minha alma
anseia,
em sonhos
que ardem
em febre;
e o bosque
perde a vida
quando tua ausência
o silencia.
Nos olhos,
trago a esperança
de, um dia,
tornar a ver-te,
ó visão fugidia.
E que eu possa,
ao menos,
contemplar-te,
meu céu,
antes que a morte
me leve.
Sem amar-te,
morrendo, enfim,
no amor
que não vivi.
— Tiago Amaral

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