quinta-feira, 27 de março de 2025

Lembranças No Horizonte

Tudo que ficou
quando olho
para o horizonte,
quando vejo
o sol se pôr,

A decadência
sob a chuva
a se aproximar.
Quantas
recordações
diante desse
mar.

O velho farol
parece que
me traz
companhia,
enquanto o
observo, a tarde
chegar ao fim.

Enquanto
as ondas,
sutilmente,
retornam
para beijar
a praia. – Tiago Amaral





quarta-feira, 19 de março de 2025

Lembranças ao Vento

Ao longe as
memórias
se dissipam,
junto com o
pôr do sol.

E tudo se
esvai, como
o fim de cada
estação.

Ontem, eu
estava aqui,
lembranças
que se
transformam
em folhas
secas.

Mas sempre
voltam, a sim,
como folhas
secas ao vento.
Como toda
saudade nas
tardes de
outono. – Tiago Amaral



sábado, 15 de março de 2025

Entre o Verão e o Outono

Quando o sol
se põe em meio
ao frio do outono
que se aproxima,
o sol hoje estava
tão tímido.

Sob a última
chuva do
verão, antes
do sol se pôr,
enquanto o
outono se
aproxima.

Dias de
decadência.
Um tempo
interminável.
Posso ver,
que tudo que 
ainda
floresce
por aqui.

Me traz você,
mesmo quando
a chuva começa
a cair, enquanto
o fim da tarde
se aproxima. – Tiago Amaral



sexta-feira, 7 de março de 2025

O Velho Moinho

Nesse clima,
nessa tarde,
se esvaindo,
a chuva pela
manhã.

Me trouxe
lembranças,
de quando
brincávamos
entre o velho
moinho.

Mesmo quando
estava prestes
a chover e o
céu começava
a escurecer.

Hoje, tudo
ainda me traz
você, como o sol
se pondo no
horizonte. – Tiago Amaral





sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Ventos do Litoral

O vento vindo
do litoral,
como cantos
a ouvir de
navios piratas.

Como alguém
que, em silêncio,
espera
ansiosamente
por uma carta.

A saudade
que tanto
afligia a alma,
mesmo em
noite calma.

Sob o luar,
com a lua a
iluminar,
onde a alma
em repouso
e lamento
clamava em
silêncio. – Tiago Amaral.





terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Farol da Memória

Folhas ao
vento sob
a tarde fria.
Estive aqui
pela manhã.
 
Como sempre,
estarei assim,
como o velho
farol que
ainda brilha.
 
Nessa tarde,
o horizonte
estava tão
solitário,
assim como as
ondas do mar.
 
Às vezes,
fico aqui,
esperando
apenas que
o vento me
acerte.
 
Enquanto
me abraço
forte sob
o frio do
entardecer. – Tiago Amaral



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

A Tempestade e o Chamado do Abismo

Ao longe, no horizonte,
o céu escurecia.
Os moradores se recolhiam,
trêmulos em suas casas.
O mar, agitado, era um deus furioso,
que bramia violentamente
contra as pedras,
enquanto trovões ecoavam
como canções antigas de
antigos guerreiros
a cruzarem o oceano.

Sobre os oceanos, ao longe,
navios se perdiam
nas danças das ondas,
suas velas rasgadas pela fúria de um
vento, violento e impiedoso.
E o homem, perdido e em silêncio,
rendia-se aos gritos que só
a morte era capaz de proferir
e de ouvir.

No alto, as nuvens se contorciam
em meio à fúria dos céus.
Como rostos disformes emergindo,
de forma sombria, como reflexos
de uma entidade em fúria.
Como um espelho partido, o céu se quebrava,
revelando a queda dos céus,
enquanto o sol, moribundo, se apagava
no véu da tormenta.

E o náufrago, com olhos da loucura,
ouvia os sussurros da morte.
Suas mãos invisíveis e frias o puxavam,
guiando-o ao chamado do abismo,
onde vozes murmuravam segredos
e em sua alma apenas a escuridão habitava.

A tempestade rugia.
O céu era um mar revolto,
e tudo o que restava era um imenso tremor.
Sob a fúria dos céus em colapso,
em casa, moradores rezavam,
como se o próprio firmamento estivesse a cair.

A tempestade e o mar tornavam-se um só,
enquanto gritos do além ecoavam
do abismo insondável,
onde aqueles que caíam
jamais retornariam ao seu lar. – Tiago Amaral