sexta-feira, 7 de março de 2025

O Velho Moinho

Nesse clima,
nessa tarde,
se esvaindo,
a chuva pela
manhã.

Me trouxe
lembranças,
de quando
brincávamos
entre o velho
moinho.

Mesmo quando
estava prestes
a chover e o
céu começava
a escurecer.

Hoje, tudo
ainda me traz
você, como o sol
se pondo no
horizonte. – Tiago Amaral





sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Ventos do Litoral

O vento vindo
do litoral,
como cantos
a ouvir de
navios piratas.

Como alguém
que, em silêncio,
espera
ansiosamente
por uma carta.

A saudade
que tanto
afligia a alma,
mesmo em
noite calma.

Sob o luar,
com a lua a
iluminar,
onde a alma
em repouso
e lamento
clamava em
silêncio. – Tiago Amaral.





terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Farol da Memória

Folhas ao
vento sob
a tarde fria.
Estive aqui
pela manhã.
 
Como sempre,
estarei assim,
como o velho
farol que
ainda brilha.
 
Nessa tarde,
o horizonte
estava tão
solitário,
assim como as
ondas do mar.
 
Às vezes,
fico aqui,
esperando
apenas que
o vento me
acerte.
 
Enquanto
me abraço
forte sob
o frio do
entardecer. – Tiago Amaral



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

A Tempestade e o Chamado do Abismo

Ao longe, no horizonte,
o céu escurecia.
Os moradores se recolhiam,
trêmulos em suas casas.
O mar, agitado, era um deus furioso,
que bramia violentamente
contra as pedras,
enquanto trovões ecoavam
como canções antigas de
antigos guerreiros
a cruzarem o oceano.

Sobre os oceanos, ao longe,
navios se perdiam
nas danças das ondas,
suas velas rasgadas pela fúria de um
vento, violento e impiedoso.
E o homem, perdido e em silêncio,
rendia-se aos gritos que só
a morte era capaz de proferir
e de ouvir.

No alto, as nuvens se contorciam
em meio à fúria dos céus.
Como rostos disformes emergindo,
de forma sombria, como reflexos
de uma entidade em fúria.
Como um espelho partido, o céu se quebrava,
revelando a queda dos céus,
enquanto o sol, moribundo, se apagava
no véu da tormenta.

E o náufrago, com olhos da loucura,
ouvia os sussurros da morte.
Suas mãos invisíveis e frias o puxavam,
guiando-o ao chamado do abismo,
onde vozes murmuravam segredos
e em sua alma apenas a escuridão habitava.

A tempestade rugia.
O céu era um mar revolto,
e tudo o que restava era um imenso tremor.
Sob a fúria dos céus em colapso,
em casa, moradores rezavam,
como se o próprio firmamento estivesse a cair.

A tempestade e o mar tornavam-se um só,
enquanto gritos do além ecoavam
do abismo insondável,
onde aqueles que caíam
jamais retornariam ao seu lar. – Tiago Amaral


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Rosas Ao Vento

Lagrimas 
sob a chuva.
Um olhar no
horizonte.

Lembranças
que vão e vem, 
como as ondas do mar 
a beijar a praia.

Mais um amanhecer,
frio, sem você.
Aurora solitária
das manhãs frias.

Rosas ao vento 
parecem ser o único alento 
em meio a saudade. – Tiago Amaral




quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Olhos de Jaguar

No brilho
do olhar,
olhos de jaguar.

Sob as estrelas,
que lindo luar.

À noite se cala
quando as estrelas
saem para brincar. 

Nada a cantar,
nem a declarar, 
apenas o silencio 
da noite 
para comtemplar. – Tiago Amaral



sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Brasas Na Noite

A tarde se cala
junto ao sol,
a se pôr no
horizonte.

Que venha
o nascer do
sol do
amanhã.

Como brasas
a queimar
sob as luzes
das estrelas.

Há sempre
esperança
em cada
amanhecer,
junto ao
sol a nascer. – Tiago Amaral