crianças que se
encontram numa manha
fria de outono.
Como girassóis negros,
eram os teus olhos a
mim guiar.
Teus olhos a carvão
sobre papel.
Como rosas escuras
que se dissipam.
Em um moinho de
devaneio em espiral.
Como o Sol e a Lua
o frio entre rosas
claras de verão.
Sepulturas escuras.
Teu doce olhar naquela
manha fria.
Asas que se abre sobre
o frio Sol de outono.
Teus retratos sobrepostos.
Flores cinzas em um
jardim que se esvai.
E tudo ficara bem
quando você voltar. – Tiago Amaral
