quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Ruínas da Saudade

A chuva sobre
a cidade.
Tudo que foi,
alguns anos o
tempo já levou.

Mas nem tudo
se foi, como
cada estação
que se esvai.
Cada pôr do
sol em cada
entardecer.

Cada saudade
a florescer.
Um jardim
molhado pela
chuva.
Cada fim de
tarde em sua
ausência.

Em suas
lembranças
que ainda
resistem
ao tempo,
como ruínas
antigas. – Tiago Amaral
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quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Rosa Sob O Temporal

Como campos
sob a chuva.
O dia amanheceu
tão silencioso.
Recortes de jornais
molhados.
 
Enquanto os
cães se abrigam.
Antigas ruínas
abandonadas.
Sepultaras sob
a chuva.
 
Uma rosa caída
em meio ao
temporal.
Fotografias
guardadas.
Memórias que
nunca se esvaem. – Tiago Amaral



terça-feira, 12 de agosto de 2025

Memórias do Entardecer

A saudade
da tarde
que chega
nesse
entardecer.
 
Saudades
e memórias
como ruínas
abandonadas.
 
Como plumas
ao vento,
folhas de
outono
suspensa no ar.
 
Como
lembranças
de um velho
farol,
flores de
girassóis
diante do
do moinho
antigo. – Tiago Amaral


sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Estrelas Sobre O Mar

Do fundo
do oceano. 
Lago secreto.
Noite de sereia.
O brilho da
lua na areia.

Secreta solidão,
lago do peito.
No fundo do
coração,
no brilho do
olhar.

Uma noite...
linda de luar.
Mil e um castelos
de areia.
Cantos de
sereias.

Estrelas no
céu. 
Estrelas 
também sobre
o mar.
E um coração
a navegar. – Tiago Amaral



quarta-feira, 16 de julho de 2025

Quando a Chuva Lembra

Quando os pássaros
voam sobre o amanhecer,
meus pensamentos
alçam voo no
silêncio do entardecer.

O vento corta
uma manhã cinzenta.
Nas flores,
o eco suave
da última chuva.

O amarelado do sol
toca os girassóis,
vestígios da última
primavera, como
uma antiga fotografia
esquecida
num porta-retrato.

Redemoinho em
formato espiral.
Recordações sob a chuva,
memórias de um inverno
que o tempo
jamais levou. – Tiago Amaral


quarta-feira, 2 de julho de 2025

Sementes da Ausência

Como o vento,
ao longe,
sopra em sua
solidão
tudo o que
ainda restou.

Lembranças
que teu jardim
deixou.
A saudade,
sob a chuva
da manhã.

Quantas
memórias,
quantas
saudades,
quantas
recordações
guardam-se ali.

Como se nada
partisse,
como se tudo
ainda florescesse.
Assim como
as flores do
teu jardim. – Tiago Amaral



quarta-feira, 25 de junho de 2025

Jardim das Memórias

Memórias de
um outono.
Como canções
que já não tocam
mais no rádio.

Folhas secas
em uma tarde
tão fria.
Flores de
inverno numa
manhã tão
bela.

Um jardim
sob a chuva.
O sol pela
manhã, como
memórias
repentinas.

Em uma tarde
solitária e
fria de inverno.
E a tarde chega
ao fim, sobre
as memórias
do jardim. – Tiago Amaral