segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Campo Florido

Parece que 
tudo me liga
a alguém.
Parece que
até mesmo a
eternidade.

O vento sobre
o mar, me 
lembra do 
doce olhar
de uma menina.
Em meio a 
um campo 
florido.

Parece que
meu coração
ficou em algum
lugar de um
passado distinto.

Desde quando
sentiu a beleza
desse olhar.
Meu coração
então passou
a pertencer
aquela menina. – Tiago Amaral




Nuvens de Corvos

Os corvos voavam como jamais havia voado antes, naquela manhã sombria. A tarde escurecia com eles voando sobre o céu. Era uma nuvem de corvos voando sobre a colheita. Sobre toda região. Eu não sei o que de fato havia acontecido para deixarem as avezes naquele estado.

Era muito assustado como se estivesse anunciando a chegada do fim. Tenebroso era aquele misterioso fenômeno. Eu só tinha 9 anos apenas naquela época. Lembro que estava sentado do lado de fora da casa, quando os pássaros tomaram todo céu em cima do milharal.

Entrei correndo para dentro de casa gritando por minha mãe. “Mamãe, mamãe!” Era assustador tudo aquilo. Na hora minha mãe gritou para entrar. Dentro de casa eu a abraçava. Assustado com tudo aquilo.

O barulho do bater das asas era assustador, sobrevoando por cima da casa. Eu e minha mãe fomos até a janela. E vemos a grande e assustadora nuvens de corvos. A tarde se tornava nublada e fria. De repetente, praticamente do nada, os pássaros começaram atacar, a casa. Achamos que eles conseguiriam entrarem dentro da casa. Então fechamos toda casa. E ficamos abrigados no quarto.

As aves não paravam, elas simplesmente não paravam. Voaram por toda tarde por cima da colheita e ao redor da casa. Era perturbador aquilo, e até hoje quando me lembro. Eu fiquei traumatizado, até hoje me sinto incomodado com certos tipos de aves. Principalmente aquelas que me lembra dos corvos. Malditos corvos!

Acho que os animais não tinham culpa. Alguma coisa deve ter acontecido para ter deixado as aves naquele estado. Até hoje é um mistério, e o fenômeno voltou a correr outras vezes, em outros lugares pelo mundo afora. Um mistério que predomina até hoje, sem nenhuma explicação plausível. 

Houve relatos de luzes nos céus antes do fenômeno ocorrerem, mas nada foi comprovado. Então tudo ficou por isso mesmo. A tarde então se aproximava do fim, e o sol então começara a se pôr lentamente no horizonte. Enquanto as aves voavam sobre nós por todo o céu. Enquanto também atacava a casa. Chamei aquilo de: “A grande nuvem negra”

– Mamãe estou com medo! – foi o que disse para minha mãe naquele momento.

E ela olhara então para os meus olhos e me disse:

– Vai ficar tudo bem querido... Vai ficar tudo bem. Tudo isso vai passar.

Enquanto a noite se aproximava, os pássaros começavam a pousar sobre a casa. E em frente da casa. Era tudo muito sinistro. As aves estavam pousadas do lado de fora. Com a chegada da noite, os olhos dos corvos pareciam que haviam ganhado luz. Pequenos olhos luminosos. E antes da noite chegar, quem chegara era o meu pai.

Não sabíamos o que fazer, pôs os pássaros não saiam de lá. E a noite e a se passando, e eles continuavam lá. Plantados diante de toda a casa. A noite e a se passando, e com ela vinha-se a madrugada. E na metade da madrugada os pássaros voltaram atacar a casa. E nessa hora ficamos com muito medo e voltamos a nós proteger dentro do quarto.

– Papai, mamãe, eles estão atacando – gritei naquele momento de pânico.

– Venha vamos! – disse meu pai pra mim ao me carregar em seus braços.

Durante boa parte da madrugada os pássaros fizeram muito barulho sobrevoando e atacando a nossa casa. Era assustador e pendurou por toda madrugada. E durante a madrugada não aguentamos o peso do sono então dormimos.  Ao acordamos pela manhã, parecia que nada havia acontecido. Ao não ser quando saímos para fora da casa. E vimo um mar de penas negras espalhadas por toda frente. Parece que cada uma das aves deixaram uma pena no lugar.

A sim foi a primeira vez que ocorreu o estranho e misterioso fenômeno. Que ficou conhecido como, Nuvem Negra. E que ocorreram em outros lugares rurais pelo mundo afora. E que ainda ocorre até hoje sem nenhuma explicação e resposta. Muitas coisas estranhas e sem explicação ocorre pelo mundo. E que ficamos para sempre resposta alguma. Meus pais já se foram, mas por muitos anos contaram a história. E eu e meus irmãos também. Na primeira vez, meus irmãos, Jesse e Tommy, estavam fora em um passeio escolar. Em cada 4 anos o fenômeno voltara a ocorrer. Até que já estávamos acostumados ou familiarizados com aquilo. – Tiago Amaral







sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Tarde Cinza

Um par de asas 
sobre flores 
vermelhas
em alguns
jarros antigos.

A fina chuva
de uma tarde
tão cinza quanto
algumas fotos
antigas.

Os teus olhos
tão intactos
em um-porta
retrato sobre
uma empoeirada
mobília.

Como era linda
sobre o sol
de uma tarde
distinta.
Acho que para
sempre estarei
do teu lado. – Tiago Amaral



quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Saudade da Alma

Saudade do 
quanto que eu 
queria respirar 
o ar que você
respira.

Quando penso
em você o que
me vem em
mente é flores
sobre a sombra 
de uma tarde
fresca.

Teu cheiro
é um jardim.
Pôs foi a onde
o cheiro doce
dos teus
cabelos me
levaram.

Saudade da
flor que em
meu coração
eu vi nascer.
Saudade do
Que em minha
alma eu sentir
florescer. – Tiago Amaral



quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Somente Você

Flores sobre a
chuva.
Os teus olhos
como uma
doce lembrança.

No meio da
sombra de
uma tarde fria.
Como folhas
de outono no ar
levadas pelo 
vento frio de
inverno.

Como flores
murchas no
esvaecer da 
tarde.
Mas ainda só
penso em você.

Como flores
a florescer com
a chegada da
primavera.
É somente você
que ainda 
floresce em
meu coração. – Tiago Amaral



terça-feira, 26 de outubro de 2021

Tarde Fria de Primavera

Sobre o fria
da tarde.
De uma tarde
fria de primavera.

Quanta razões
eu teria para
me aproxima
de você?

Quantas 
circunstância
eu teria para
ter você próxima
de mim?

Mesmo sobre
essa fria tarde
de primavera.
Algum contato
de alma possível.
Por toda vida e
por todo sempre. – Tiago Amaral



segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Olhos de Lince

As montanhas, 
os picos e pinhos. 
Tudo estava na 
minha cabeça 
enquanto 
simplesmente 
escrevia. 

Nas nebulosas 
estrelares do 
meu próprio 
quarto. 
Entre um uivo e 
outro a ecoar 
entre as plêiades. 

Em noite de 
estrelas, cujo
o brilho de cada
uma delas, me 
lembrava o brilho 
do olhar de 
uma menina.

Vejo a natureza
com os olhos
livres de um
lince.
A liberdade
pertence aos
grandes. – Tiago Amaral