quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Forte Chuva

Não havia nada
mais belo que
os teus olhos 
nos olhos meus.
Sobre a fria manha
de outono.

Almas perdidas
que se encontram
numa tarde tão
remota.
Entre flores, amores
e cores.

Teus retratos a 
pastel sobre antigás
molduras.
Não me tortura
como tua falta...
Como a doce falta
dos teus olhos.

Era como um belíssimo
e belo horizonte.
O teu riso em antigas
fotografias.
Você ainda me inspira
e para sempre mim
Inspirará, sobre a forte
chuva. – Tiago Amaral




quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Como Uma Fotografia

Como uma fotografia
em preto e banco.
Ainda lembro do
cercado e do gramado.
Ainda lembro
daquela tarde.

A sim como os corvos... 
a sim como os corvos
sobre o solitário
entardecer.
Antigas cartas sobre 
a velha mobília ao 
amanhecer.

Uma pequena caixa
de papelão.
Teu riso era como
um cartão postal
para o meu coração.

O sol de amarelo 
limão agora se
põe entre antigas 
ruinas no fim da tarde.
Mas sei que você
ainda está aqui.

Em antigas esculturas
de argila, em antigos
retratos a carvão.
Em antigas e mal-acabadas
telas... E para sempre
dentro do meu coração. – Tiago Amaral 




terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Chuva de Verão

Solidão de sol
de verão.
Quantas recordações
numa manha
remota que se
foi.

Olhos na solitária
chuva escura.
A sim como as 
crianças que se 
encontravam
no parque no
começo da tarde.

Lá estava os teus
olhos entre a fina
chuva de verão.
Entre telas e flores
sobre a janela.

Entre eras tão
distintas.
Você sempre vai
florir... Mesmo
antes da primavera.
Mesmo antes de
toda primavera.
No calor intenso de
minha alma. – Tiago Amaral





segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Castanhos Claros

Teus olhos de
castanhos claros
como testemunhas.
Um coração de
recorte sobre 
as tuas mãos.

“Havia alguma
emoção ali”
Ele disse.
Como quando os 
corvos voam sobre 
o amanhecer.

Antigas cartas
no velho farol.
Teus retratos 
ainda intactos.
Sobre antigas
superfícies.

Só o jardim que
também deixou
de florir.
Sem você aqui
as flores também
deixaram de sorrir. – Tiago Amaral




Orquídeas Sobre O Mar

Orquídeas sobre
velhas sepulturas.
Rosa escuras em
um mar negro.
O tempo se fecha
sobre mim.

Você hoje é velha
memoria.
Como as crianças
que brincavam
por aqui.

Hoje não as vejo
mais, foram como 
plumas levadas
pelo vento de outono.
Sem você aqui
tudo é tão vazio
em seu silencio.

Como as ondas
do mar, que me 
lembra as batidas 
do teu coração.
Como as ondas da
praia, você sempre 
volta... Você sempre
está aqui. – Tiago Amaral




sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Caninos Alados

Na mata havia arbustos tão solitários quanto as estrelas. Minha alma se entregava ao adentrar as solitárias e belas paisagens. Nada rudimentar, mas que completava a minha alma.

E a em busca dos uivos distintos dos grandes e selvagens lobos das florestas. Eu era tão selvagem quanto qualquer um deles. Bem era o que ouvia dos meus instintos ao soar diretamente para minha alma alada. 

“Amo-te como uma constelação em infinita expansão”. Era o que sentia a minha alma em sua selvagem busca por uma solitude mística. A natureza cantava para os meus ouvidos. Esses eram os sonhos de cada criatura em sua liberdade.

Se eu tivesse que morrer então aqui eu morreria em meio a liberdade selvagem de um canto místico. Não tarda agora a alma é livre e na liberdade ela vive. Minha alma se encontrava embriagada no mais puro dos êxtases.

E na natureza livres eram os uivos dos lobos e no silencio a alma o escutavam vindo das estranhas da natureza e era como... musica. Entre solitude e meditação o coração se encontrava cada vez mais livre. Quanta paz em teu silencio místico de antigas montanhas. Altos picos que tocava o azul do céu. Nos vales havia canções místicas em que a alma se preenchia e de amor suspirava entre lagos e lagoas.

Cachoeiras infinitas de uma beleza radiantemente cósmica. E a busca do homem persiste entre caminhos solitários. Que de sabedoria a alma é recompensada na busca pelo divino. E na busca por si mesmo o homem cresce em harmonia espiritual.

Para onde vai antigos guerreiros? Entre templos descansam seus corpos até a próxima alvorada. Então buscava por caninos misteriosos perdidos pelos vales. Seguirei os teus cantos ao uivarem. Seguirei a noite a lua e a sim os acharia a noite. Tão livres quanto a minha a alma nessa solidão distinta. Tão solitários quanto eu perdidamente encantado com toda aquela sinfonia mística vinda da natureza. Um êxtase inexplicável a preencher infinitamente a minha alma.

Estou aqui entre as plêiades de predas em um universo repleto de seres livres. Tão livres quanto as almas dos caninos perdidamente livres nesse lugar magico. A magia dos uivos ecoava novamente passando entre as montanhas. Até descerem infinitamente pelos vales. Nunca sentir tamanha liberdade, era então a alma livre como um grande e dourado falcão.

Não podia no fim dizer um “adeus” para aquele lugar místico. Como um adeus em um navio que parte de um porto seguro. Minha alma continuará nesse lugar. Dançará juntos aos nativos. Encontrará no alto da montanha a sua princesa perdida. Então jurarei a ela todo meu amor, pôs serás os teus olhos a fonte do meu amor. 

Entre as águas encontrava-se os caninos alados, livres como a própria natureza os fez. Alegria tomava-me os olhos e as lagrimas os enchiam como a mare sobre a lua. Finalmente os vi sobre as águas puras e claras vinda da natureza. Caninos dourados sobre os raios do sol. E de pó a cinza voltava-se ao sol dourado e a sim a lua surgia na calada da noite escura.

Os vi livremente eu vi os caninos alados sobre os vales... Sobre o sol e a lua. Sobre as estrelas perdidas... Sobre as tempestades escuras durante as tardes frias. Durantes o pó de cristais das nevascas sobre o sol pela manha clara. Lembrarei eternamente dos caninos alados, dançando como constelações, perdidas em meio ao espaço. Minha alma estará para sempre nesse lugar...  Em meio a eles. – Tiago Amaral





quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Escrita da Alma

Era loucura escreve
poesia para não
enlouquecer
dentro da solidão
de um quarto.

Em pleno calor
típico do verão que
por paixão escrevia
a alma em sua
solitude em cantos
de sereias imaginarias.

Era loucura escrever
na mais remotas
das ansiedades
agonizantes de
um futuro incerto.

Como um: “Eu te
amo” em um navio
que parte de um
porto sóbrio de
uma manhã fria
e calada, mas não
tão pacata como
a tarde e nem tão fria
quanto a noite.

Eu sabia que a de
ver novamente
os olhos que minha 
alma jamais irá esquecer...
era ela uma doce
menina em um por 
do sol entre girassóis. – Tiago Amaral